Vou buscando aguçar os meus sentidos. Pois, só assim, conseguirei realizar a melhor leitura das coisas. A minha leitura. Não a sua e nem a de ninguém. Apenas, a minha leitura.
As leituras me deixam quase sempre sensibilizado. Meu peito saturado de emoções faz verter, uma lágrima aflorar. É quando vem, inevitavelmente, a necessidade. Eu preciso encontrar alguma forma de representar. Representar a minha leitura. A leitura que faço das coisas.
Desta forma, eis que tudo me é revelado. E as palavras se encaixam como a magia mais íntima do meu próprio ser.
Imagens. São muitas imagens. Já não basta simplesmente falar. O falar se perde no tempo. O tempo passa e o falar se perde.
O devaneio dá à mão a insanidade e quebra as barreiras do tempo. É ai que transformo a minha leitura em escrita. Com isso, igualmente àquela marca deixada na alma, deixo também registrado em qualquer lugar do espaço tudo aquilo que os meus sentidos me permitiram, simplesmente, escrever.
Paulo Dantas
18/09/2009
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